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terça-feira, 10 de março de 2009

Dieta Macrobiótica

Macrobiótica é um regime de dieta proposto nos final dos anos 60 por Michio Kushi, que foi inspirado pelo filósofo Georges Ohsawa. A dieta macrobiótica enfatiza cereais integrais cultivados localmente, legumes e produtos de soja fermentada, combinados em refeições pelo princípio das propriedades do yin e yang.

O ideal é que não seja consumido nenhum produto animal, porém Kushi recomenda que a dieta seja adotada gradualmente, comendo cada vez menos alimentos de origem animal até que o corpo não tenha mais necessidade deles. Farinha refinada, açúcar, laticínios e carne de vertebrados são vistos como os mais nocivos, enquanto peixe é considerado aceitável se o corpo pedir por ele. Além de frutas naturais, o único adoçante usado na comida macrobiótica é xarope de malte de cevada.

Uma sopa miso japonesa tradicional é tomada como desjejum. Os ingredientes para uma refeição principal macrobiótica são sempre cozinhados juntos por uma extenso período de tempo em um só lugar, geralmente uma panela de pressão. Um produto de soja fermentada (por exemplo miso ou tamari) é geralmente misturado depois de cozinhar.

Exemplos de combinações:
Arroz integral, lentilhas e couve-flor
Cevada integral, ervilhas e cenouras
Trigo integral, grão-de-bico seco e batatas.

Os proponentes da macrobiótica afirmam que essa dieta pode ajudar a alcançar a paz interior e salvação do consumismo, assim como trazer benefícios significativos para a saúde, incluindo proteção contra enfermidades cardíacas e alguns cânceres.

Alguns do que seguem essa dieta acreditam que sua boa saúde é decorrente de comer macrobioticamente, porém oponentes apontam diversas mortes de pessoas que estavam usando a forma mais severa de macrobiótica. Não foi comprovada nenhuma ligação de causa entre dieta e as mortes, mas isso não pode ser descartado como um fator possível.





Dieta de Atkins

O Método Nutricional Atkins, conhecido popularmente como Dieta de Atkins, é uma dieta em moda, mas controversa, de muita proteína e gordura e pouco carboidrato, popularizada pelo Doutor Robert Atkins (1930-2003) numa série de livros começada por "Dr. Atkins' Diet Revolution".

Atkins recomendava restringir a ingestão de carboidratos para fazer com que o metabolismo do organismo troque o uso de glicose como combustível pela queima de gordura (tanto a gordura armazenada no corpo quanto a da dieta). Esse processo de lipolise começa quando o corpo entra no estado de cetose como conseqüência da falta de carboidratos para usar como combustível.

Para as primeiras duas semanas do programa da Dieta de Atkins (chamado Iniciação), o consumo de carboidratos é limitado a 20 gramas por dia, o que significa que as proteínas e gorduras irão, por necessidade, formar a maior parte da dieta. Para evitar problemas de saúde causados por deficiência de vitaminas e minerais durante esse período, os suplementos vitamínicos e minerais são uma parte essencial desta fase da dieta (clique aqui para pesquisar preços do livro Dieta de Atkins).

Depois do período inicial de duas semanas, a ingestão de carboidratos é aumentada gradualmente até alcançar uma nível no qual o indivíduo seguindo a dieta emagrece mais devagar e pode reduzir, ou eliminar, os suplementos alimentares. Quando o peso desejado for alcançado, os níveis de carboidratos são, mais uma vez, aumentados gradualmente até que o peso do indivíduo fique estável. Cada um desses níveis de ingestão de carboidratos varia de pessoa para pessoa. O doutor Atkins argumentava que muitas desordens alimentares são resultado da secreção excessiva de insulina, a qual causaria desejos de comer e níveis instáveis de açúcar no sangue. Atkins sustentava que sua dieta estabilizava os níveis de açúcar e insulina no sangue, eliminado assim a ansiedade de comer e geralmente reduzindo o apetite.


Pontos de visa a favor da Dieta de Atkins

Proponentes da Dieta de Atkins mencionam que as dietas de pouco-carboidrato têm sido objeto de debates acalorados nos círculos médicos por três décadas, mas ainda são "conhecimento maldito", tanto que, até recentemente, nenhum estudo sério foi feito sobre elas. Eles dizem que uns poucos projetos de pesquisa, assim como um grande número de evidências, têm mostrado que tais dietas ajudam o paciente a perder peso.

Um estudo feito pelo "Weight and Eating Disorders Program", na University of Pennsylvania, relatou em Maio de 2003 que a Dieta de Atkins elevou os níveis de HDL (ou "bom" colesterol) numa média de 11% e reduziu a quantidade de triglicerídeos na corrente sangüínea em 17%. No estudo, o nível do colesterol HDL dos indivíduos que seguiram uma dieta convencional aumentou somente 1,6% enquanto os níveis de triglicerídeos não melhoraram significativamente. A perda de peso também foi estatisticamente maior nos que seguiram a Dieta de Atkins depois de três e seis meses comparados com os indivíduos que seguiram uma dieta convencional (porém essa diferença não continuou estatisticamente significante depois de um ano). O estudo acompanhou as dietas de 63 homens e mulheres obesas. (veja New Scientist, 21de Maio de 2003). Dois outros estudos em larga escala estão planejados, sendo um financiado pelo fundação sem fins lucrativos Atkins.


Críticas à Dieta de Atkins

A Dieta de Atkins tem sido geralmente considerada, pela maioria dos especialistas em medicina e nutrição, como infundada e até mesmo charlatona. Os oponentes dizem que a perda de peso inicial que acontece ao seguir a Dieta de Atkins é um fenômeno comum à maioria das dietas, e se dá em virtude da redução do glicogênio e água acumulados nos músculos, e não por perda de gordura. Eles afirmam que não foi revelada nenhuma evidência que qualquer dieta cause emagrecimento a menos que reduza a ingestão de calorias a níveis menores que os gastos. Relatórios também têm indicado que os sucessos na perda de peso ao seguir a Dieta de Atkins são o resultado de menos calorias serem ingeridas, e não por causa da falta de carboidratos.

Dr. Robert Eckel, da American Heart Association, afirma que as dietas de muita proteína e pouco carboidrato colocam pessoas sob o risco de enfermidades cardíacas.

Outro argumento é que muitos países cuja dieta tradicional é rica em carboidratos e com pouca gordura (por exemplo o Japão), têm taxas de obesidade significativamente menores. Isso parece contradizer diretamente as afirmações do Doutor Atkins.


Livros:


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Dieta de South Beach

A dieta de South Beach foi desenvolvida pelo cardiologista Arthur Agatston, que praticava a medicina em Miami na Flórida. Em alguns aspectos similar à de Atkins, já que enfatiza a pequena quantidade de carboidratos, a Dieta de South Beach (clique aqui para pesquisar preços do livro Dieta de South Beach) foi desenvolvida para pacientes com problemas cardíacos para perder peso sem o risco de cetose.

Na fase inicial, que dura poucas semanas, a pessoa restringe severamente o consumo de carboidratos não comendo nem cereais nem frutas. Depois dessa fase, o consumo de alimentos à base de cereais e frutas é gradualmente retornado, porém, provavelmente, em menor quantidade do que antes do início da dieta, e com ênfase em grãos integrais no lugar da farinha de trigo refinada.

A fase inicial mais rigorosa pode ser reinstituída a qualquer momento para acelerar o emagrecimento, porém não deve ser estendida o suficiente para induzir a quetosis.

Dieta das Frutas - Frutariana

Frutarianos são um sub-grupo dos vegetarianos que comem somente as frutas das plantas. Isso inclui não apenas o que geralmente pensamos como uma "fruta", no sentido culinário como laranjas e maçãs, mas também outros alimentos que são botanicamente os frutos de plantas floríferas (o que significa a semente contendo as partes reprodutivas), incluindo todos os grãos, nozes, sementes, feijões, ervilhas, pimentas, tomates, abóboras, etc.

É importante para um frutariano tomar suplementos vitamínicos contendo vitamina B12, especialmente mulheres grávidas ou amamentando.


Ao comer somente o fruto da planta, esta não precisa ser morta (quando comemos uma cenoura, a qual é a raiz da planta, toda ela morre). Frutarianos comentam que, em muitos casos, comer a fruta é um favor para a planta. Frutas frescas são feitas para serem comidas por animais e percorrer o sistema digestivo antes de serem eliminadas numa pilha de "fertilizantes"; ou, no caso de frutas com núcleo ou caroço, para serem removidas da planta, comidas, e o núcleo ou caroço que contém as sementes ser jogado fora para brotar. Sem os animais comendo frutas, estas não poderiam viajar longe o suficiente da planta para crescer com sucesso. Muitas plantas dependem de animais para dispersar as sementes.

Entretanto, um dieta frutariana é muito difícil de seguir, e a longo prazo os frutarianos geralmente sofrem problemas de saúde causados por deficiência nutricional. O conteúdo rico em açúcar de uma dieta de frutas pode ocasionar diabetes ou sintomas de hipoglicemia, ao mesmo tempo em que há insuficiência de proteínas, minerais e vitaminas lipossolúveis. Frutarianos a longo prazo são susceptíveis a ânsias por comidas e conseqüentemente podem comer demais tanto os alimentos "permitidos" quanto os "ilegais", e geralmente ficam viciados em tâmaras (pelo seu grande conteúdo de açúcar) e abacates (pelo seu grande conteúdo de proteína). Alguns frutarianos desenvolvem uma desordem alimentar chamada ortorexia.